 Adital - O trabalho infantil ainda é um problema alarmante. Para discutir sobre as ações de combate ao problema, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) elaborou o relatório "O Movimento mundial contra o trabalho infantil: Avanços e direção futura". O objetivo é que, a partir desse estudo, o movimento mundial possa adquirir forças necessárias para combater o trabalho infantil. Segundo estimativas da OIT divulgadas em 2006, 218 milhões de crianças entre 5 e 17 anos trabalhavam no ano de 2004. Dessas, 126 milhões realizavam atividades perigosas, consideradas como um das piores formas de trabalho infantil. A situação também não é totalmente ruim. De acordo com a Organização, entre os anos 2000 e 2004, a cifra de meninos e meninas em trabalhos perigosos diminuiu em 20 milhões, com destaque para os países da América Latina e do Caribe.Mesmo com alguns avanços, o relatório aponta que "o problema do trabalho infantil ainda persiste em grande escala". De acordo com o relatório, o movimento mundial contra o trabalho infantil começou a tomar forma na década de 1980, ganhando força até meados dos anos 90. Apesar de ser importante para o desenvolvimento de ações mundiais coordenadas, a Organização acredita que o movimento necessita de uma revisão e de uma atuação mais eficaz.Isso porque, para a OIT, as ações internacionais de combate ainda são deficientes em relação a compromissos e coerências. "O que ainda falta é um clima e uma estrutura internacionais condizentes a impulsionar a ação em nome das crianças trabalhadoras e suas famílias em escala local e nacional, que é onde mais importa.", afirma. Por conta disso, a OIT acredita que a meta para os próximos anos deverá ser revitalizar o movimento mundial de combate ao trabalho infantil, com objetivos e estratégias comuns. "No entanto, não se conseguirá os objetivos com as mesmas estratégias de sempre, sobretudo tendo em conta que a ambiciosa meta de eliminar as piores formas de trabalho infantil em 2016 necessitará de um progresso acelerado.", considera.Para combater efetivamente o trabalho infantil em âmbito mundial, o relatório aponta que é preciso o apoio de todos, tanto da própria OIT quanto das organizações de empregadores e trabalhadores e das organizações não-governamentais que atuam na defesa dos direitos das crianças."A OIT tem que desempenhar um papel central como catalisador e líder em questões políticas e de conhecimento. As organizações de empregadores e trabalhadores têm seu próprio desafio: utilizar melhor suas estruturas para integrar os níveis estratégicos do movimento mundial (local, nacional e global), e formar alianças mais eficazes com a sociedade civil. As ONGs, em concreto, podem demonstrar sua capacidade de trabalho com as bases e garantir que as próprias crianças trabalhadoras se convertam na solução - e não só nos beneficiários - de um vigoroso e eficaz movimento mundial contra o trabalho infantil.", destaca.O relatório "O movimento mundial contra o trabalho infantil: Avanços e direção futura" está disponível em espanhol, inglês e francês em: http://www.ilo.org/ipecinfo/product/viewProduct.do?productId=12312 |